12-03-2020 | Lisboa e Porto registam resultados bastante positivos no Mercado de Escritórios

No final do mês de fevereiro de 2020, o mercado de escritórios de Lisboa contabilizouuma subidade mais de 140% comparativamente ao período homólogo do ano 2019, com um total aproximado de 21.000 m2 de espaços de escritórios ocupados. No acumulado dos meses de janeiro e fevereiro, o volume de absorção total ficou muito perto dos 35.000 m2.

Mais uma vez os resultados alcançados no final dos primeiros dois meses de 2020 deixam antever mais um ano de excelente performance do mercado de escritórios de Lisboa. Ainda que a oferta seja cada mais escassa e as taxas de disponibilidade tenham atingindo em algumas zonas de mercado valores muito residuais, o mercado continua a conseguir dar resposta à procura. Todos os dias ultrapassamos desafios e estamos confiantes da atratividade e competitividade do nosso mercado”, menciona Rodrigo Canas, Associate Diretor do Departamento de Escritórios da Savills Portugal.

No período acumulado foram fechadas 21 operações, o mesmo número verificado em período idêntico do ano 2019.

A Zona 6 (Corredor Oeste) lidera a tabela até à data com cerca 10.513 m2 de espaços absorvidos, tendo verificado o fecho de três operações acima dos 1.000 m2. A maior operação registada nesta zona foi a ocupação da totalidade de um edifício em Carnaxide pela empresa Infosistema, setor “TMT´s & Utilities”.

A Zona 5 (Parque das Nações) ocupa o segundo lugar da tabela de zonas com melhor performance com um volume de absorção total nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 na ordem dos 10.200 m2. A zona do Parque das Nações recebeu dois ocupantes de peso, a Randstad com 6.164 m2 e a Majorel com 3.738 m2.

A zona 4 (Zona Histórica & Beira Rio) continua a acusar a inexistência de oferta disponível com valores de absorção sem expressão.

Ao cruzarmos o número de negócios com os valores de absorção verificados, depressa conseguimos perceber que o mercado de escritórios de Lisboa é um alvo cada vez maior de operações acima dos 1.000 m2 que são levadas a cabo por grandes ocupantes, geralmente integrados em estruturas multinacionais. Esta observação tem um peso especial, quando atualmente não existe oferta de qualidade pronta a ocupar e o tempo de reação exige que se seja rápido”, afirma Alexandra Portugal Gomes, Associate do Departamento de Research da Savills Portugal.

O setor de atividade dedicado a “Serviços Empresas” foi o grande responsável pelos resultados alcançados, representando 47% do volume total de transações registado nos meses de janeiro e fevereiro de 2020.

Relativamente ao mercado de escritórios do Porto, o volume de absorção total relativo aos meses de janeiro e fevereiro de 2020 cifrou-se nos 8.000 m2, com uma subida de 94% de área ocupada no mesmo período do ano 2019.

A zona de mercado “Out of Town” que aglomera Matosinhos, Maia e Vila Nova de Gaia foi a zona com melhor performance durante este período, somando um total de 4.118 m2 de espaços ocupados.

No total foram registadas 7 operações entre janeiro e fevereiro de 2020, o que representa um decréscimo 42% face ao período homólogo do ano 2019. Em linha com o que estamos a assistir no mercado de escritórios de Lisboa, no Porto a procura de áreas de grande dimensão é também uma realidade.

“O mercado do Porto integra já a lista de opções de muitas empresas multinacionais estrangeiras que têm necessidades de ocupação de áreas de grande dimensão e que cumpram requisitos obrigatórios de qualidade. As zonas fora do centro do Porto têm conseguido apresentar-se como alternativas muito viáveis e atrativas para essas empresas” afirma Rodrigo Canas, Associate Diretor do Departamento de Escritórios da Savills Portugal.

Nos primeiros dois meses do ano verificaram duas operações acima dos 3.000 m2 respeitantes à ocupação por parte da GKN Automotive Portugal de 3.540 m2 no edifício Hipercentro e à ocupação da SITEL de 3.600 m2 num edifício localizado no Bonfim.

O setor das “TMT´s & Utilities” é o setor que se mantém com maior dinâmica, tendo sido responsável pela absorção de 3.710 m2 de espaços entre janeiro e fevereiro de 2020.







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