04-10-2017 | Planeamento da gravidez é um método de prevenção da infertilidade

São muitas as causas da infertilidade, tanto feminina como masculina. Entre os vários fatores, a idade da mulher continua a ter importância extrema. Diversos estudos científicos demonstram que depois dos 35, o potencial reprodutivo da mulher decresce de forma significativa, sendo mais difícil engravidar. No feto, aumenta o risco de anomalias nos cromossomas.

Um estudo recente da Universidade de Harvard, em Boston, nos EUA, sugere que a idade do homem também pode comprometer a fertilidade masculina. O estudo considerou 19 mil fertilizações in vitro (FIV) resultantes das tentativas de 7.753 casais ao longo de quatro anos. Os resultados demonstram que as mulheres com menos de 30 anos, com parceiro com idades entre os 40 e os 42, apresentavam 46% de probabilidades de engravidar após a FIV. Por outro lado, as mulheres com um parceiro com idades entre os 30 e os 35 anos viram esta probabilidade aumentada para 76%.

 

Este decréscimo é também consequência da redução da qualidade dos espermatozóides, diretamente relacionada com as hormonas, e que afeta os homens com o avançar da idade.

 

Para a Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) estes resultados “demonstram aquilo que temos vindo a defender ao longo dos últimos anos que é a importância da prevenção e do planeamento da gravidez”. A presidente da APFertilidade, Cláudia Vasconcelos Vieira, lembra que “muitos casais, homens e mulheres, consideram que não vão ter problemas de infertilidade e acabam por negligenciar os fatores de risco e, quando decidem ter um filho, mais tarde nas suas vidas, debatem-se com diversos problemas”.

 

“O planeamento da gravidez também é um método de prevenção”, recorda.

 

Outros fatores como o stress, o decréscimo do número de horas de sono, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso também podem ter consequências negativas na produção de espermatozóides.

 

Em Portugal, cerca de 300 mil casais são inférteis. Entre 10 a 15 por cento dos casais que fazem tratamentos de fertilidade podem precisar de doação de óvulos ou espermatozóides. A taxa de infertilidade masculina é similar à taxa de infertilidade feminina (cerca de 40 por cento em ambos os casos). Em média, um em cada 10 casos são de infertilidade nos dois membros do casal.

Sobre a Associação Portuguesa de Fertilidade

A Associação Portuguesa de Fertilidade foi constituída no dia 20 de maio de 2006 e dedica-se ao apoio, informação e defesa da comunidade de pessoas com problemas de fertilidade. Conta sobretudo com o trabalho voluntário dos associados no âmbito da luta contra a distribuição desigual dos centros de tratamento, ausência de legislação específica, limitação no acesso a diversas técnicas, falta de informação e no manifesto desinteresse pelas questões (médicas, psicológicas, sociais e económicas) relacionadas com esta doença. 

 

Saiba mais em ww.apfertilidade.org

 







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